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Justiça condena os réus pela morte de Bernardo

Públicado em 16 de março de 2019


Justiça condena os réus pela morte de Bernardo

Créditos: Fonte TJ/RS

Foram 50 horas de julgamento  




Três Passos- O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou, nesta sexta-feira, 15, os quatro acusados pela morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, em abril de 2014. Após cerca de 50 horas de julgamento popular, em cinco dias, a sentença foi proferida pela juíza Sucilene Engler Werle por volta das 19h no Foro de Três Passos.

Leandro Boldrini foi condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão e a madrasta, Graciele, a 34 anos e 7 meses de prisão. Graciele Ugulini, madrasta de Bernado, foi condenada a 34 anos e 7 meses de prisão, sendo: 32 anos e 8 meses por homicídio e 1 ano e 11 meses por ocultação de cadáver.

Edelvânia Wirganovicz foi condenada a 23 anos de reclusão, dos quais, 21 anos e 4 meses pelo homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. Evandro Wirganovicz foi considerado culpado pelos crimes de homicídio simples e ocultação de cadáver triplamente agravada, condenado à pena total de 9 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto.

O longo julgamento do crime conhecido como Caso Bernardo esteve à altura da crueldade de sua concepção e execução. Foram cinco dias de trabalho, em um total de mais de 50 horas dentro do único fórum de Três Passos, município de 23.000 habitantes localizado no noroeste do Rio Grande do Sul.

Com apresentação de vídeos, áudios e depoimentos de quinze testemunhas de defesa e de acusação, os sete jurados deram seus entendimentos sobre os réus.

Após cinco dias de trabalhos, foi concluído na sexta-feira,15, o julgamento de Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvania Wirganovicz e Evandro Wirganovicz, acusados de matar Bernardo Boldrini, na cidade de Três Passos, em abril de 2014.

Leandro Boldrini, pai da criança, foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão (30 anos e 8 meses por homicídio, 2 anos por ocultação de cadáver e 1 ano por falsidade ideológica). Graciele Ugulini foi condenada a 34 anos e 7 meses de reclusão (32 anos e 8 meses por homicídio e 1 ano e 11 meses por ocultação de cadáver). Edelvania Wirganovicz foi condenada a 22 anos e 10 meses (21 anos e 4 meses por homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver). Evandro Wirganovicz foi condenado a 9 anos e 6 meses (8 anos por homicídio simples e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver) e é o único que responderá em regime semi-aberto. Os demais condenados, não poderão apelar em liberdade.

Para o Ministério Público, Leandro Boldrini foi o mentor intelectual do crime. Ele e a companheira Graciele Ugulini não queriam dividir com Bernardo a herança deixada pela mãe dela, Odilaine (falecida em 2010), e o consideravam um estorvo para o novo núcleo familiar. O casal ofereceu dinheiro para Edelvania Wirganovicz ajudar a executar o crime. Atuaram na acusação os Promotores de Justiça Bruno Bonamente, Ederson Vieira e Sílvia Jappe.

Foram ouvidas 15 testemunhas, que ficaram incomunicáveis até o fim dos seus depoimentos.


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